Escavando um pouco mais, descobri a transcrição integral da entrevista em que Pacheco Pereira admitiu a possibilidade de uma nova AD (ver pág. 6). Grosso modo, a mensagem é: tudo menos o Bloco Central. Até governo minoritário. Até acordos de incidência parlamentar. Até coligação do PSD com o PP. Até coligação do PS com o BE.
Do ponto de vista analítico, Pacheco Pereira acaba por estar mais próximo de Paulo Gorjão do que se pensaria lendo apenas o take da Renascença. Mas do ponto de vista político a Renascença destaca o essencial: e o essencial é que um dos mais destacados apoiantes de Manuela Ferreira Leite – não por acaso uma figura com um longo historial de detestação de Paulo Portas – abre a porta a entendimentos com o CDS… mesmo com a liderança de Paulo Portas.
