João Rodrigues diz com todas as letras o que a ministra da Saúde vai dizendo nas entrelinhas. Coisas como “é preciso (…) secar progressivamente as fontes que alimentam a provisão hospitalar privada”, ou “Não basta dizer que não se fazem mais [parcerias público-privadas]. É preciso rever o mal que está para trás.”

Para esta gente, haver bons hospitais privados é mau. Haver liberdade de escolha dos serviços de saúde, é mau. Haver comparticipação pública da despesa de saúde feita em serviços privados, é mau. O que é bom é enterrar dinheiro em hospitais públicos até que os privados desapareçam da face da Terra – porque sim.